Esse é o Luke, o golden retriever (que eu sempre chamo de Labrador por alguma razão) de uma conhecida. Lápis de cor Faber-Castell Polychromos sobre papel Hahnemühle Nostalgie 190g/m². A técnica que eu uso para retratos maiores é traçar uma grade sobre o papel, cada quadrado tem 3 cm de lado. Também faço isso com a imagem original, usando o Adobe Illustrator. Aí é usar as linhas como referência para os contornos maiores, delimitando e definindo as formas gerais, o posicionamento correto dos elementos (olhos, orelhas, boca e nariz, cabeça, ombro perna e pé). Normalmente levo algumas horas para concluir essa parte. Fiz assim. A imagem ficou muito clara porque não posso pesar no lápis sob risco de não conseguir apagar depois ou de borrar tudo. Depois é colorir tudo, que é a parte demorada do processo. Dependendo do estado de espírito, de compromissos externos e outros fatores, posso levar de 8 horas a um bocado de dias, fazendo sempre em etapas e começando pelos olhos (gosto de...
Hoje apareceu uma anfisbena ( Amphisbaena carvalhoi ) aqui em casa, entrou por debaixo do portão da garagem. E eu tratei de capturar e registrar a visita ilustre. A bichinha se mostrou bastante irritada por ter sido capturada. Até arrumei uma minhoca pra ver se ela queria um petisco, mas ignorou solenemente o lanche. A anfisbena pouco antes de ser recepcionada. Comparação injusta com uma minhoca que também estava fugindo da chuva. Detalhe dos olhinhos de micro-miçanga. Essa não foi a primeira anfisbena a aparecer por aqui. A primeira apareceu mês passado e conseguiu entrar na sala e assustar todo mundo, e hoje mora num dos canteiros da horta. As anfisbenas, popularmente conhecidas como cobras-de-duas-cabeças (por causa do formato da cauda) são répteis comumente confundidas com cobras-cegas (essas são anfíbios), mas não são nem cobras nem lagartos, pertencendo a uma classe própria de répteis sem membros que usam a cabeça pra escavar túneis no solo e comer insetos desavisados. Ap...
A primeira vez que tomei um café com cardamomo foi numa boutique da Nespresso, acho que em 2016, quando eu ainda era fissurado em café em cápsula — aquelas coisinhas práticas que te dão café em menos de um minuto, mas acabam ocultando todas as outras realidades possíveis com café, essa que é a verdade. Entrar numa loja da Nespresso é ser recebido com iluminação indireta, cheiro de café no ar e atendimento simpático que sempre te oferece café espresso feito na hora (às vezes até dois); eles sabem vender o produto caro deles e eu os invejo. Num daqueles dias de 2016 eu fui para comprar algumas humildes caixas com 10 cápsulas e estavam servindo macchiato com cardamomo. Me senti um monarca ibérico durante uma audiência real enquanto Vasco da Gama ou Pedro Álvares Cabral apresentavam as mercadorias trazidas a muito custo das Índias. Cardamomo era uma especiaria difícil de encontrar e absurdamente cara. Para minha sorte, vendia cardamomo no CADEG, comprei em bagas e em pó – sabe-se lá...
Comentários
Postar um comentário