Esse é o Luke, o golden retriever (que eu sempre chamo de Labrador por alguma razão) de uma conhecida. Lápis de cor Faber-Castell Polychromos sobre papel Hahnemühle Nostalgie 190g/m². A técnica que eu uso para retratos maiores é traçar uma grade sobre o papel, cada quadrado tem 3 cm de lado. Também faço isso com a imagem original, usando o Adobe Illustrator. Aí é usar as linhas como referência para os contornos maiores, delimitando e definindo as formas gerais, o posicionamento correto dos elementos (olhos, orelhas, boca e nariz, cabeça, ombro perna e pé). Normalmente levo algumas horas para concluir essa parte. Fiz assim. A imagem ficou muito clara porque não posso pesar no lápis sob risco de não conseguir apagar depois ou de borrar tudo. Depois é colorir tudo, que é a parte demorada do processo. Dependendo do estado de espírito, de compromissos externos e outros fatores, posso levar de 8 horas a um bocado de dias, fazendo sempre em etapas e começando pelos olhos (gosto de...
A imagem é ilustrativa, mas bem próxima do resultado real. Confia. Há muito, muito tempo, numa terra distante, eu comprei uma caixa de chá Twinings, sabor Earl Grey. Comprei mais por curiosidade que por conhecer o tal sabor — que não passa de uma mistura de chá preto e casca de tangerina. Algum tempo depois, enquanto perambulava pelo Pinterest, descobri que existia uma receita de chá chamada 𝔏𝔬𝔫𝔡𝔬𝔫 𝔉𝔬𝔤 , e fiquei deslumbrado com todas aquelas fotos esteticamente apelativas de xícaras e espumas e ambientes impossíveis de se reproduzir quando se vive no Brasil. Mas eu precisava fazer aquela receita! Pinterest sendo Pinterest. Eu sempre me desafiei a fazer as receitas que encontro no Pinterest ou em outros sítios das interwebs — algumas eu fiz apenas uma vez, enquanto outras eu faço regularmente até hoje. E, nesse clima terrível de desafio, decidi que faria o London Fog, já que, por sorte ou equilíbrio cósmico, eu tinha em casa o tal do Earl Grey — peça-chave para a receita. Acre...
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